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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Amorim diz que Lula responderá carta de Obama


Chanceler nega desconforto com os EUA e diz que é normal a diferença de opinião


Obama já chamou Lula de "o cara", mas a visita do presidente do Irã ao Brasil pode ter estremecido as relações; o New York Times falou em "cotovelada"

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, negou nesta quarta (25) que existam tensões com os Estados Unidos e antecipou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responderá "de maneira educada" a carta enviada por seu colega americano, Barack Obama.

- Não há nenhuma tensão na relação. Nós temos que nos acostumar a ter diferenças. Isso é normal, isso não gera tensão. É preciso que nós saibamos dialogar.

O chanceler falou à imprensa no Rio de Janeiro. Em relação à carta enviada por Obama a Lula, na qual o governante americano expressava algumas divergências no relativo à crise em Honduras e ao relacionamento com o Irã, o ministro apontou que o presidente responderá "de maneira educada".

- Não sei como a carta chegou ao conhecimento da imprensa, mas já que há esse conhecimento, eu acho que o presidente Lula vai responder à carta, de maneira educada, adequada, mostrando os seus pontos de vista.

Brasília está em outro hemisfério

Amorim acrescentou que Lula buscará deixar claro o ponto de vista brasileiro, "que não é necessariamente o mesmo de Washington", já que os dois países estão "em latitudes diferentes".

- Brasília está no Hemisfério Sul. Washington está no Hemisfério Norte. E é natural que as coisas, às vezes, sejam vistas de formas diferentes. Mas isso não é e não deve ser razão para tensão.

O chanceler insistiu em que, ao contrário que EUA, o Brasil não reconhecerá a legitimidade das eleições presidenciais de Honduras no próximo domingo, já que ocorrerão sem que o presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, tenha retornado ao poder.

Além disso, atribuiu a "invenções da imprensa brasileira" a possibilidade de que a recente visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pudesse representar um obstáculo nas boas relações com Washington.