Profeta

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Violência no Brasil e suas causas.


"Solicito que após furtar me de novo ofereça
o produto á mim mesmo!
comprar de novo no mercado"legal"custa muito
caro e sei que o sr vende baratinho"
Esse é a forma de um desabafo de um comerciante
indignado, por ser assaltado por diversas vezes,
esse problema terá solução?
Pelo menos em épocas de eleição teremos diversos
projetos para policiamentos ostensivos e também aquela
falsa garantia de segurança que as autoridades nos passa.
basta analisar e fazer com que o seu voto seja a diferença,
pois você tem o dever e o direito imposto,sendo obrigação
ao voto e não adianta reclamar depois.



Violências


Violência urbana é a expressão que designa o fenômeno social de comportamento deliberadamente transgressor e agressivo ocorrido em função do convívio urbano. A violência urbana tem algumas qualidades que a diferencia de outros tipos de violência; e se desencadeia em conseqüência das condições de vida e do convívio no espaço urbano. Sua manifestação mais evidente é o alto índice de criminalidade; e a mais constante é a infração dos códigos elementares de conduta civilizada.

A violência urbana é determinada por valores sociais, culturais, econômicos, políticos e morais de uma sociedade. No entanto, ela incorpora modelos copiados dos países de maior influência na esfera internacional.

As populações de países subdesenvolvidos, por exemplo, aprendem e reproduzem, com pequenas modificações, procedimentos violentos originários de expressões artísticas que têm o desrespeito e a violência como tema principal ou instrumento de ação, (filmes, novelas, mini-séries etc.).

As manifestações mais extremadas da violência urbana ocorrem em sociedades nas quais há uma tradição cultural de violência e acentuada divisões étnicas, sociais e econômicas.


A preocupação era uma só: acabar com a violência
O comércio fechou por uma hora. O aviso ficou na porta.
A concentração foi na Praça XV de Novembro


A violência vista à luz do dia.

O Brasil é considerado um dos países mais violentos do mundo. O índice de assaltos, sequestros, extermínios, violência doméstica e contra a mulher é muito alto e contribui para tal consideração. Suas causas são sempre as mesmas: miséria, pobreza, má distribuição de renda, desemprego e desejo de vingança.

Trezentos milhões de reais por dia é o custo estimado da violência no Brasil, o equivalente ao orçamento anual do Fundo Nacional de Segurança Pública, e um valor superior ao envolvido na reforma da Previdência que tanto mobilizou os governos. Esses valores não contabilizam o sofrimento físico e psicológico das vítimas da violência brasileira, uma das mais dramáticas do mundo. Com 3% da população mundial o Brasil concentra 9% dos homicídios cometidos no planeta. Os homicídios cresceram 29% na década passada e entre os jovens esse crescimento foi de 48%. As mortes violentas de jovens aqui são 88 vezes maiores do que na França. E poucos países sofrem as acções de terrorismo urbano como as praticados por traficantes no Rio de Janeiro.

Alguns indicadores mostram a precariedade dos sistemas de contenção da violência. Cerca de 2.000 roubos ocorrem diariamente na Grande São Paulo e em menos de 3% os assaltantes são presos no momento do crime. Se mesmo assim há um explosivo crescimento de nossa população carcerária é porque não basta prender. As estratégias reativas da polícia e os métodos obsoletos de investigação não estão conseguindo conter significativamente o grande volume de crimes. No Rio de Janeiro, apenas 1% dos homicídios chega a ser esclarecido pelos trabalhos de investigação, segundo revelação do Ministério Público. Se essa "eficiência" da polícia e da justiça for dobrada, a um custo impagável, o volume de crimes mal será afetado. Esse retrato da impotência de nosso sistema de controle criminal é revelador da necessidade de uma profunda reforma no sistema de prevenção criminal e não apenas isso, é necessário que as causas da violência também sejas adequadamente tratadas, sem o que a crise da segurança pública no País não será alterada significativamente.

No Paraná,comerciante é baleado durante assalto

CAUSAS DA VIOLÊNCIA

Entres as principais causas da violência, pode-se citar:

A violência urbana é grande em países em que funcionam mal os mecanismos de controle social, político e jurídico. Em países como o Brasil, de instituições frágeis, profundas desigualdades econômicas e uma tradição cultural de violência, a realidade do cotidiano das grandes cidades é violenta. São freqüentes os comportamentos criminosos graves, como assassinatos, linchamentos, assaltos, tráfico de drogas, tiroteios entre quadrilhas rivais e corrupção, além do desrespeito sistemático às normas de conduta social estabelecidas pelos códigos legais ou pelo costume.

Uma das causas do crescimento da violência urbana no Brasil é a aceitação social da ruptura constante das normas jurídicas e o desrespeito à noção de cidadania. A sociedade admite passivamente tanto a violência dos agentes do estado contra as pessoas mais pobres quanto o descompromisso do indivíduo com as regras de convívio. Ficam impunes o uso da tortura pela polícia como método de investigação; a ocupação de espaços públicos por camelôs e donos de carros; as infrações de trânsito; a incompetência administrativa; a imperícia profissional; a negligência causadora de acidentes e o desrespeito ao consumidor. Entre os cidadãos habituados a esses comportamentos, encontram eco as formas violentas de fazer justiça, como a pena de morte, linchamentos e mesmo o fuzilamento sumário. É freqüente a aprovação popular da punição violenta sem direito a julgamento.

As múltiplas carências das populações de baixa renda, precariamente assistidas nas periferias das grandes cidades, tornam seus integrantes, especialmente os jovens, suscetíveis de escolha de vias ilegais como forma de sobrevivência ou adaptação às pressões sociais.

A opção ilegal é favorecida pela tolerância cultural aos desvios sociais e pelas deficiências de nossas instituições de controle social: polícia ineficiente, legislação criminal defasada(o que gera impunidade), estrutura e processos judiciários obsoletos, sistema prisional caótico. A interação entre essas deficiências institucionais enfraquece sobremaneira o poder inibitório do sistema de justiça criminal.

• De maneira geral as polícias têm treinamento deficiente, salários incompatíveis com a importância de suas funções e padecem de grave vulnerabilidade à corrupção. A ineficiência da ação policial na contenção dos crimes, assim como o excessivo número de mortes de civis e de policiais, decorre dessas deficiências e do emprego de estratégias policiais meramente reativas e freqüentemente repressivas.

• O emprego de tecnologia de informação ainda é incipiente, dificultando o diagnóstico e o planejamento operacional eficiente para a redução de pontos de criminalidade. Nesse planejamento são precárias as iniciativas de integração entre os esforços policiais e as autoridades locais para promover esforços conjuntos de prevenção e redução dos índices de violência.

POSSÍVEIS MEDIDAS CONTRA A VIOLÊNCIA

1) Realização de projetos sociais com intuito de diminuir a desigualdade social. Abrindo outros caminhos, além dos caminhos criminosos que fomentam a violência, à população de baixa renda (principalmente aos jovens). Por exemplo: É fato que ,hoje, a Informática é um pré-requisito básico para as pessoas que disputam um lugar no mercado de trabalho. No entanto, grande parte da população não tem condições financeiras para adquirir este conhecimento. Uma primeira forma de ajudar, seria oferecendo condições a estas pessoas de disputarem um emprego, através da disseminação do conhecimento em Informática.

2) Criação de um instituto de estudos e pesquisas de segurança pública para desenvolver pesquisas sobre o controle da violência e promover o desenvolvimento de modelos de organização, de gestão e de processos mais eficientes e eficazes para as polícias. Outra função importante desse instituto seria o planejamento e coordenação de programas de formação e capacitação das polícias, e, para tanto, deveria assumir a direção da Academia Nacional de Polícia.

3) Inteligência criminal: desenvolvimento dessa área praticamente inerte na maioria das polícias, com a adoção de métodos, processos e instrumentos de busca e processamento de informação sobre criminosos. Essa área deve receber recursos para aquisição de licenças de softwares de inteligência e de treinamento específico, além de promover a interação com outras agências de inteligência, inclusive dos países fronteiriços. O sistema de inteligência de segurança pública deve ser plenamente implantado em todos os Estados para a troca ágil e segura de informações sobre atividades de indivíduos e grupos criminosos. O tratamento intensivo e contínuo das atividades do crime organizado deve receber particular ênfase, principalmente sobre o tráfico de drogas, contrabando, pirataria, roubo de cargas, furto e roubo de veículos, jogos ilícitos e crimes financeiros. Nessa área devem ser exploradas todas as possibilidades de integração com os serviços de inteligência da Polícia Federal.

4) Cadastros nacionais: o atual Sistema de Informação de Justiça e Segurança Pública (Infoseg) deve ser aperfeiçoado para receber dados atualizados e de qualidade dos Estados quanto a condenados procurados, cadastro de armas e veículos, pessoas desaparecidas, arquivos de fotos dos principais criminosos de cada unidade federativa e dados relevantes de inteligência. O Infoseg deve integrar arquivos semelhantes existentes na Polícia Federal.

5) Tecnologia da informação: o desenvolvimento de bancos integrados de dados criminais e sociais, a implantação de sistemas de geo-referenciamento e de sistemas de análise dos dados para identificar perfis criminais, padrões e tendências de cada área, pontos críticos e evidências de atuação de indivíduos e grupos criminosos. Devem ser desenvolvidos instrumentos e métodos para o monitoramento de crimes e planejamento de intervenções focalizadas para sua redução em curto prazo. Esses instrumentos e métodos também podem favorecer, através da análise ambiental dos pontos críticos de criminalidade, a integração com outros esforços de prevenção como a participação de guardas municipais e ações das prefeituras na correção de problemas locais que favorecem a ação criminosa.

No Brasil o desemprego, a exclusão social e a má distribuição de renda são fatores agravantes!

A violência não existe ou é pequena em países com:

Legislação penal rigorosa, polícia eficaz e onde os direitos humanos dos cidadãos são levados em conta em relação aos direitos humanos dos bandidos.

PROVIDÊNCIAS URGENTES:

No Brasil duas coisas deveriam ser feitas imediatamente:

1 – Votação imediata pelo Congresso Nacional de Leis Penais mais severas indo até a prisão perpétua e a pena de morte. Afinal de contas quantas mortes um traficante de drogas, por exemplo, desencadeia em 12 meses de atividade? Mortes em assaltos a mão armada !!

2 – Endurecimento da Polícia, parar de privilegiar os supostos “direitos humanos” dos criminosos em comparação às punições e até morte que afetam as vítimas.

Os possíveis erros das ações policiais são uma mínima fração em comparação com as tragédias desencadeadas pelos criminosos.

Outras providências:

Apesar do Governo ter tomado MUITAS MEDIDAS POSITIVAS, torna-se necessário outras para diminuir o desemprego e ativar a economia:

Como não há como eliminar os erros cometidos nos último 08 anos no esforço de controlar a inflação (abertura comercial desastrada, juros altíssimos, supervalorização da moeda brasileira), há necessidade de tornar outras medidas para correr atrás dos prejuízos principais (endividamento externo e interno excessivo), desnacionalização exagerada de empresas, DESEMPREGO, EXCLUSÃO SOCIAL, etc.

1 – Racionalização e diminuição de impostos, com urgente necessidade de eliminar os impostos em cascata: CPMF, Finsocial, PIS-PASEP, etc. Eles penalizam os mais pobres aumentando os preços dos produtos de consumo e de exportação.

2 – Negociações bilaterais gerais de produto a produto para permitir o aumento das exportações, inclusive com novos mercados e novos produtos. Colocar negociadores experientes junto aos diplomatas.

3 – Desoneração das folhas de salários transferindo muitos encargos para o salário mensal com eliminação de encargos exagerados como Férias de 30 dias, pagamento de 1/3 nas férias e 40% do FGTS nos desligamentos, etc. Privilegiar a renda em vez de penduricalhos !!

4 – Racionalização e simplificação da Legislação Trabalhista.

5 – Idem da Legislação Ambiental, com eliminação das incongruências e exageros.

6 – Melhoria do sistema de arrecadação para que todos paguem os impostos devidos e que deverão ser menores.

7 – Enxugamento das máquinas públicas (Federal, Estadual, Municipal) já em execução.

8 – Eliminação de Órgãos públicos pouco úteis como os Tribunais de Conta (Federal, Estaduais e Municipais) terceirizando as tarefas realmente importantes para auditorias particulares, fiscalizados pelos órgãos legislativos e pela sociedade.

9 – Diminuição do número de representantes na Câmara Federal, Assembléias Legislativas, Câmaras Municipais. Diminuição dos honorários respectivos para compatibilizá-los com o nível de renda das populações. Equalizar suas aposentadorias e pensões às dos outros cidadãos.

10 – Mudar a Previdência para quem entra no sistema agora. Pontos principais:

- Previdência básica governamental: restrita a contribuição e benefícios a 03 salários mínimos. Também os que ganham mais que 03 salários mínimos, contribuirão sobre os 03 salários mínimos e terão benefícios limitados aos 03.

- O restante será previdência voluntária e privada.

11 – Separar completamente desse sistema de Previdência a assistência médica e a assistência social.

12 – Separar a previdência dos servidores públicos, inclusive militares e parlamentares de previdência normal (do item 10).

CONCLUSÃO

A violência no Brasil atingiu índices inaceitáveis e a grande dificuldade em se por um fim a esse mal é a multiplicidade e grandeza de suas causas. O que existe é um ciclo vicioso,: Condição enconômica do país -> Desigualdade social -> Crimes -> Violência -> Polícia ineficiente (condição econômica do pais). Tratar problemas como este exige total participação da sociedade e empenho singular dos órgãos adiministrativos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A crueldade da Humanidade(ser cruel é humano?)

O Holocausto é aqui : "O abate no Brasil"

"Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo que nós não estamos contribuindo para o sofrimento deles."
Paul e Linda McCartney

Animais SIM, Crueldade NÃO

Receitas vegetarianas:http://www.eurooscar.com/Receitas-Vegetarianas/subscarne.htm

Atrocidades não são atrocidades menores quando ocorrem em laboratórios, ou recebem o nome de “pesquisa médica” - George Bernard Shaw

Pesa-nos trazer para esta página este assunto; o cérebro se agita, o coração dói, a alma sofre...mas é necessário.

Seria covardia, omissão no mínimo, não gritar bem alto contra tanta iniqüidade praticada com os animais. Ante a maldade, sob que rótulo se apresente, não se pode fugir e, qual avestruz, "enterrar a cabeça na areia", "resolvendo" assim o problema, de forma enganosa.

Considerarmos indispensável narrar aqui, crueldades para com os animais, constitui nosso vigoroso grito de repúdio e dó, de espanto e incredulidade, ante ações que desmerecem a razão, rebaixam o espírito e denigrem a espécie humana - dita racional.

Que nossa voz ecoe nos corações endurecidos fixando neles, ao menos, sementes de respeito, quando de amor possível não seja.Animais tem vida, sentem dor e nâo tem defesa contra "pessoas"cruéis,digo criminosas,por que torturar animais é crime,pessoas que fazem qualquer tipo detortura,deveria ser punido severamente.

Carne de bitela

Porque não como carne de vitela ou baby beef


A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar
Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia.

Baby beef é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados. O mercado de vitelas nasceu com o subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.

Veja como é obtido esse 'produto': assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias.

Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso alimentação que consiste de substituto do leite materno.

Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate.

A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material.

Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral.

Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um ripado de madeira, onde os excrementos possam cair num um piso de concreto ao qual os animais não enham acesso.
A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente.

Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.

Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido.

Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo.

No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente imobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.

Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do sol.

E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem idéia de como é produzida.

A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática - como na Europa - o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.

Nossa arma é a informação. Se souber o que está comendo, a sociedade que não mais tolera violências, vai mudar seus hábitos.

Podemos evitar todo esse sofrimento não comendo carne de vitela ou baby-beef, repudiando os restaurantes que a servem.

O consumidor (assim como o eleitor) tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido o sofrimento de animais.

Testes em animais, peles e etc. empresas não sâo boazinhas,

FUMAR TE TORNA CÚMPLICE DA TORTURA ANIMAL

Enquanto vc fuma seu cigarro,nos laboratórios financiados pela indústria do fumo estão sendo torturados e mortos milhões de animais.

Apesar de já existirem provas contundentes de que o ato de fumar causa dezenas de doenças e mata,na tentativa de provar o contrário,a industria do tabaco continua realizando dolorosos experimentos em cães,macacos,coelhos,ratos,gatos,galinhas e outros.

Neste momento,macacas grávidas do Oregon Regional Primate Research Center (ORPRC) estão cativas em minúsculas jaulas de metal,enquanto seus fetos são expostos à nicotina.
Quando nascerem,eles serão mortos e seus pulmões estudados.

Durante muitos anos oconsumidor foi enganado,já que os animais estudados não desenvolveram câncer de pulmão como ocorre com humanos.

Que eles não eram bem tratados na sua “estadia”, mas as pessoas fecham os olhos para o sofrimento que os animais se encontram, e no tamanho da crueldade do ser humano.

Fomos criados com uma dieta a base de carne, e é realmente muito difícil se livrar desse “vício”, mas acho que existem outras opções para pessoas que se importam e não conseguem ou não querem deixar de comer carne,podemos tirar a proteina que o nosso corpo necessita, de quase todos os vegetais...que certamente pessoas que se preocupam com a saude comem ja normalmente mesmo sendo carnivoros!

A proteina que retiramos dos vegetais é muito mais saudavel e mais sassiavel para o nosso corpo do que a proteina da carne...entao a proteina nao é o problema... qual o unico problema que o nao consumo de qualquer carne pode nos trazer?na verdade seria a carencia da vitamina B12 que é sim uma vitamina que o nosso corpo produz, no figado,mas que nao é a quantidade ideal...mas para isso temos a medicia que ja criou uma vacina, pilulas naturais, e muitos outros recurssos manipulados, sem o uso da B12 da carne, para que nosso organismo supra essa carencia...essa seria a unica possivel falta que o organismo poderia sentir...por isso a proteina nao é desculpa, a b12 ja tem soluçao... o consumo de carne altera alem do seu metabolismo, o metabolismo do meio ambiente e do mundo...ha milhoes de gases toxicos para nos e para o ar que sao emitidos atraves do cultivo da pecuária...a camada de ozonio é a mais prejudicada com o aumento exagerado da produçao pecuaria, por isso, discutir vegetarianismo e a carne certamente é algo muito pessoal,porem os vegetarianos tem causas para serem aderidas...alem das doenças para o seu corpo... as "doenças" causadas para o mundo.

O mundo esta sendo prejudicado pelo consumo absurdo de carne... e ainda por cima a crueldade animalesca que vem acontecendo de um modo geral... desde os tempos primordios os vegetais serviam para alimentar os animais e isso é o funcionamento do ciclo da vida... concordo que a evoluçao humana aconteceu tambem porque começamos a consumir carne e precisavamos porque tinhamos necessidades biologicas, porem deveriam saber que por exemplo pra cada 1Kg de carne de porco que voce compra, esse porco deve ter gerado aproximadamente 8Kg de dejetos... os quias sao jogados diretamente na natureza ou em aterros nada preparados onde ficam ali em decomposiçao e gerando gases, como o metano, total poluentes...

Acredito que a proteina e a b12 nao sejam as desculpas... mas sim o costume e a satisfaçao de comer carne... so gostaria que as pessoas passasem exigir dos produtores e dos mercados exclarecimentos sobre esse consumo e seus malefisios...e passasem a comer quantidades reduzidas de carne... afinal se voce pede... o mercado faz... é assim que é o funcionalismo, so fazem aquilo que possa satisfazer o consumidor, se o consumidor se tornar mais consciente,havera uma reduçao na produçao pecuaria fazendo com que reduza-se tambem os problemas trazidos por essa produçao e reduza ainda também a crueldade com os animais!!!

As peles so sao retiradas dos animais para satisfazer as pessoas, quando começarmos a exigir mais produtos alternativos e sinteticos com certeza passaremos a te-los e talvez sejam ate mais bonitos do que os de pele... é uma questâo de consumo. Agora vai da consciencia de cada um saber o quanto um animal sofre sendo usado para experimentos, sendo usado para fazer produtos de limpeza, beleza... sendo usado para fazer moveis dos quais voce simplesmente vai se apaixonar na hora e com o passar do tempo vai descuidar mesmo tendo pago caro... A crueldade com os animais é algo absurdo... ser humano nem um sobreviveria naquelas condiçoes...isso nao faz parte do ciclo da vida e é um processo para a satisfaçao de pessoas que so podem ser doentes da cabeça...


Fato é, que diminuir a quantidade de carne que irá comer por semana, não por obrigação, mas sim porque ver esse tipo de filme, faz algumas pessoas acordarem pro que acontece dentro dos matadouros e a gente acaba pegando nojo da carne.

Existem pessoas que se importam,se importar não é só virar vegetariano e comer folha o resto da vida, existem várias outras opções, como, por exemplo, evitar o uso de produtos que foram testados em animais, evitar ou até eliminar o uso de peles (vale lembrar que couro é pele – existem pessoas que separam os dois, como se fosse diferente) e até, para os que tem bastante força de vontade, parar de comer carne (seja ela de frango, peixe e boi).

Então, parar de se usar peles não é uma coisa muito difícil. Casacos de pele geralmente são caros, a pele mais popular é o couro, e para o couro, existe o couro falso (assim como para os casacos, existe o pêlo falso). Peles falsas são opções que não doem no bolso e ainda não causam sofrimento aos animais. Claro que existem aqueles que não se importam, que preferem fazer o bicho sofrer, pra comprar um casaco de pele de chinchila de 200 mil reais que nunca vai ser usado, mas a esses, eu dedico meu desprezo e meu desejo de morte.

A questão dos produtos é mais complicada, porque as vezes a gente não sabe nem que uma empresa usa, e estamos acostumados à usar os produtos dela todo dia. Mas se formos parar pra pensar, podemos ver, que existem outras opções, de produtos igualmente bons, que também não fazem os animais passarem por todo sofrimento que é causado dentro de laboratórios.

Devemos nos libertar desse pensamento egoísta, de que só o que é mais bonito e “melhor” tem que ser levado em conta, até porque, é por causa disso que o planeta está nesse estado lamentável. Os Estados Unidos pensam primeiro na economia DELES e o buraco na camada de ozônio continua aumentando. Os humanos pensam no prazer egoísta de ter coisas lindas e invejáveis, ou de usar um creme francês caríssimo, quando nós podemos ter produtos parecidos, com materiais diferentes, mas com o mesmo resultado e a mesma beleza. E o melhor: sem crueldade.

Ouvimos o tempo todo falar sobre o aquecimento global, sobre as catástrofes ambientais que vão acontecer, mas as pessoas esquecem dos animais. Eles também são importantes! Vale lembrar que animal não é só seu cachorro, seu gato, seu coelho. Existem as vacas, as galinhas, os elefantes, os jacarés, seja que bicho for, ele merece o direito de uma vida tão boa quanto a do seu cão.

Então, quando for passar um perfume da Calvin Klein no seu pescoço, lembre que o seu bichinho poderia estar sendo submetido a crueldade dos laboratórios. Não é agradável, não é? Pra eles também não.

A minha opinião é que deveriam testar em pessoas que não adicionam nada à sociedade. O cara que arrastou a criança por bairros, o homem que picou adolescentes, o cara que estuprou não-sei-quantas meninas. Um vez cruel, sempre cruel. Já que eles não souberam fazer algo para a sociedade, vamos usar essa gente em experiências, oras! Nada melhor do que um humano, para servir de teste em produtos destinados à HUMANOS.

Enfim, tenham consciência do que vocês comem e usam, fechar os olhos só torna a humanidade mais ignorante.

“Até que tenhamos coragem de reconhecer a crueldade pelo que ela é – seja a vítima um animal humano ou não humano – não podemos esperar que as coisas melhorem neste mundo, não podemos ter paz vivendo entre homens cujos corações se deleitam em matar criaturas vivas. Para cada ato que glorifica o prazer de matar, estamos atrasando o progresso da humanidade.”



A crueldade humana para com os animais é praticada de inúmeras formas. Vejamos uma, tão sòmente: matadouros.


MATADOUROS:

"Até o papel deve sentir vergonha ao receber as letras que formam essa história." - Sinhozinho Cardoso no livro "Além do ódio"

É exatamente isso que também sentimos ao descrever o horror dos matadouros.

Fortalece-nos intenso desejo de que tal seja um alerta, capaz de, sob os cuidados de Deus, sensibilizar a quem de direito possa modificar tão triste realidade: a crueldade dos matadouros.

No Brasil são abatidos, anualmente, com todos os requintes de crueldade:

- 13 milhões de bois.
- 10 milhões de porcos
- 943 milhões de aves.
(Dados publicados pela Revista Veja de 18 de Março de 1992)

Seu transporte até o matadouro se dá em condições mínimas de respeito, para nem sequer lembrar algum conforto: são empilhados em caminhões. Ao chegar, são tangidos ao abatedouro por choques elétricos que os empurram adiante. Quando caem no chão são arrastados pelas patas até o local do abate, onde recebem o doloroso golpe de misericórdia: de 1 a 23 golpes de marreta na cabeça (porcos e bois), até perderem os sentidos; quando não é marreta é uma estocada na testa com uma lança conhecida como choupa.

Em 1992, o Governo paulista sansionou uma lei* que cuida de todas as etapas do abate, de forma que cause menor dor, através de um dos 3 métodos de insensibilização prévia: -tiro de pistola de ar comprimido na testa do animal, - choque elétrico, - asfixia por gás carbônico.

Os dispositivos desta lei colidem com a tradição e cultura de árabes e judeus, para os quais os animais só podem ser retalhados e ir para a desossa após a perda total de sangue**. Para os árabes, exige ainda a tradição que os animais sejam abatidos deitados e com as patas voltadas para Meca.

Como o Brasil é fornecedor de carne para esses povos, pode ser que frigoríficos instalados em São Paulo mudem-se para outros estados. Esse talvez seja o empecilho para que lei similar à paulista seja aprovada em nível federal.

Atualmente o método de abate por marreta praticamente já foi abolido nos grandes matadouros. Primeiro pelo grito dos protetores dos animais, segundo porque danificava os miolos dos bois...

As exportações de carne bovina em 1992 foram de 434 milhões de toneladas, sendo 72% industrializadas e o restante "in natura"; desse total, o estado de São Paulo responde por 80%; a receita chegou a US$ 619 milhões (dados da Folha de São Paulo - 16/03/93).


ABATE DE CAVALOS: (veja mais "EM DEFESA DOS EQÜINOS")

Quanto ao abate de cavalos, há alguns anos, a imprensa noticiou a crueldade de alguns matadouros, causando comoção nacional. A matança descrita atingia proporções bestiais: - 12 horas antes do abate eram privados de água e alimento, para amaciar a carne; - eram conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts; - a seguir, uma pancada na cabeça, tonteando-os; - animal ainda vivo, as patas eram cortadas com machado ou tesoura grande de forma a esgotar todo o sangue; - ainda vivo, com ferimntos terríveis, o animal era colocado em uma estufa para suar e com isso eliminar o "mal educado" cheiro de cavalo de sua carne.

Quem suportaria presenciar tais cenas?

Várias denúncias foram feitas à época, levando personalidades diversas a protestar veementemente contra tamanha barbaridade.

A União Internacional Protetora de Animais (UIPA), em particular, empenhou-se a fundo para combater essa ignomínia.

Carlos Drumond de Andrade, revoltado ante tais fatos, conclamou os donos dos abatedouros a seguir o exemplo da Suíça, Áustria, Bélgica, Inglaterra e Alemanha, por favor, morte sem dor: "Praza aos Céus que isso não exista mais!"

Concluída esta página, devemos dizer que nossa alma quedou-se machucada, coração em prantos...

Já que citamos há pouco um poeta, relembramos a propósito o poeta português Antônio de Macedo: "...- Senhor! Como escrever o resto?! Cai-me a pena da mão, perturba-se-me a vista..."

A presente página não foi fácil, pois os fatos nele contidos põem a descoberto um ângulo negativo do patamar evolutivo espiritual do mundo em que vivemos - nada lisonjeiro. Indispensável lembrar Kardec: "Quando a lei do amor e da caridade for a lei da humanidade, não haverá mais egoísmos; o fraco e o pacífico não serão mais explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal será o estado da Terra quando, segundo a lei do progresso e a promessa de Jesus, ela tornar-se um mundo feliz, pela expulsão dos maus."

Essa recomendação - a da igualdade entre fracos e fortes - pode perfeitamente enquadrar as crueldades de que são vítimas os animais e que infelizmente não são raras, no sentido de que cessem, sob pena de banimento dos agentes.

Quem são os maus?

"- Quem tem olhos para ver, que veja e quem tem ouvidos para ouvir, que ouça..."

( Capítulo retirado do livro "Animais-nossos irmãos" de Eurípedes Kühl )


* - Lei nº 7.705 de 19 de Fevereiro de 1992 (D.O.Est.SP de 20/02/92) : As exigências dessa lei foram previstas para entrar em vigor 12 meses após a sua publicação, isto é, março de 1993.

**- Os judeus há mais de 3000 anos abatem os animais no ritual denominado "kasher", por degola, sendo usadas facas longas, bem afiadas: o golpe tem que ser certeiro, cortando carótidas, jugular, esôfago, traquéia e nervos - tudo sob a assistência de um rabino, que aprovará ou não o aproveitamento da carne.

("A decisão é só sua, mas acho importante que paremos para pensar como as coisas realmente são. É muito fácil dizer que os animais não sofrem, não sabem que vão morrer, etc...é cômodo! Não podemos mais ficar indiferentes a carnificina que acontece a todo instante nos matadouros. Temos que nos coinscientizar que a carne não surge do nada embaladinha no supermercado. Há muita crueldade por trás de um simples bifinho...Como já disse, só cabe à você decidir...pense bem!"

Apartir deste texto você irá saber qual é a principal diversão dos frigoríficos clandestinos.
Tudo se resume naquele processo em que os animais são preparados tendo uma boa alimentação,sendo tratados como verdadeiros soberanos,até ai nada demais.Mas agora pergute para si mesmo se os animais são bem tratados nestas redes clandestinas.. deert,se fossem não teria porque essas redes serem denominadas de forma tão maldosa... Mas vamos continuar,depois de serem preparados são transportados para o abate e terminando o processo você poderá adquirir a carne dos mesmos na rede de supermercados mais próxima a sua casa.

Mais uma vez resumidamente,o processo de abate de animais consiste
naquele momento em que os mesmos são mortos,e excepcionalemente
não tem seus direitos preservados.
E enquanto eu procurava me aprofundar mais sobre o abate
de animais a JULIANA RIBEIRO,cheia de ilusões,publicava alguns métodos
bem delicados,dignos de pessoas sem cabeça,me refiro as máquinas.
Saiba mais sobre esses métodos logo abaixo :

ATORDOAMENTO ELÉTRICO
Os animais são conduzidos molhados a um corredor e dali
tangidos com choques elétricos de 240 volts.

CHOQUES NA CABEÇA
Um atordoador elétrico é utilizado para produzir um ataque e a
garganta do animal é cortada, deixando-o sangrar até a morte.

GOLPES DE MARRETA
Utilizando-se de um martelo específico golpeia-se a cabeça do
gado quebrando o seu crânio (essa técnica também é usada em
vitelas, pois os ossos do crânio de filhotes são mais macios).

Na maioria dos abatedouros essas técnicas já foram extintas e
vêm a acontecer em naqueles mesmos Frigoríficos clandestinos
citados no começo do texto.Eles só estão ai por causa da falta de
fiscalização,acredito eu,acreditem ou não.

Não cabe a nós lamentar o fato destes animais passarem por
sessões de tortura nestes tão famosos frigoríficos clandestinos
e sim reivindicar que os operadores dessas seções não causem
sofrimento desnecessário.Lembrando que nem todos os matadouros
usam métodos cômicos no abate desses animais pois os
proprietários do mesmo não tem
fins lucrativos (aham).
Agora que você realmente quer reivindicar,
fazer a sua parte,uma boa
forma é preenchendo a carta que será redirecionada a uma
rede
famosa de fast foods
que você conhece bem.A idéia é do projeto
PETA e a carta irá propor métodos de abate menos cruéis,a carta
será direcionada a direção desta mesma rede de fast food.

O que nos querem dizer quando falam em abate humanitário?

De acordo com certa definição, abate humanitário é o conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão abatidos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico.

Humanitário . . . bem-estar . . . palavras muito fortes e que não refletem o que realmente querem dizer. Termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que procuramos matá-lo de alguma forma.

Quando enviamos ajuda humanitária à Africa não estamos enviando recursos para que os africanos possam se matar de uma forma mais rápida e menos dolorosa. Não estamos pensando: “Bem, aquele continente vive na miséria, cheio de fome, doenças e guerras, vamos resolver isso matando-os”. Ajuda humanitária significa alimentos, água, remédios, cobertores . . . intervenções realmente em benefício daqueles indivíduos.

Quando falamos em bem-estar social, bem-estar do idoso, bem-estar da criança, não estamos pensando em outra coisa senão proporcionar o bem a essas pessoas. Jamais pensamos em métodos de matá-los com menos sofrimento, porque isso seria o contrário de bem-estar, seria o contrário do que consideramos humanitário.

Por isso, quando escutamos alguém falar em “abate humanitário”, isso soa como um contra senso. A primeira palavra representa algo que vai contra os interesses do indivíduo e a segunda encerra um significado que atende aos seus interesses. Igualmente, a idéia de “bem-estar de animais de produção” é um contra senso, pois a preocupação com o bem-estar implica em preocupar-se com a vida, e não visar sua morte ou exploração de alguma forma.

Essas duas idéias - abate e humanitário - só se harmonizam quando a morte do animal atende aos seus próprios interesses, como no caso em que o animal padece de uma enfermidade grave e incurável e a continuidade de sua vida representa um sofrimento. Nesses casos, a eutanásia, dar fim a uma vida seguindo uma técnica menos dolorosa, pode ser classificada como humanitária, e uma preocupação com o bem-estar.

As organizações e campanhas que pregam pelo abate humanitário alegam que esse é um modo de evitar o sofrimento desnecessário dos animais que precisam ser abatidos. Mas o que é o “sofrimento necessário” e o que diz que animais “precisam ser abatidos”?

O abate de animais para consumo não é, de forma alguma, uma necessidade. As pessoas podem até comer carne porque querem, porque gostam ou porque sentem ser necessário, mas ninguém pode alegar que isso seja uma necessidade orgânica do ser humano.

Porém, se comer carne é hoje uma opção, não comê-la também o é. Se uma pessoa sinceramente sente que animais não devem sofrer para servir de alimento para os seres humanos, seria mais lógico que essa pessoa adotasse o vegetarianismo, ao invés de ficar inventando subterfúgios para continuar comendo animais sob a alegação de que esses não sofreram.

A insensibilização que antecede o abate não assegura que o processo todo seja livre de crueldades, especialmente porque o sofrimento não pode ser quantificado com base em contusões e mugidos de dor. Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel.

Caso todo o problema inerente ao abate de uma criatura sensível se resumisse à dor perceptível, matar um ser humano por essa mesma técnica não deveria ser considerado um crime. Caso o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça.

Está claro que a idéia de abate humanitário não cabe, e nem atende aos interesses dos animais. Mas se não atende aos interesses dos animais, ao interesse de quem ele atende?

A questão é bastante complexa, porque envolve ideologias, forças do mercado, psicologia do consumidor e política, entre outros assuntos. O conceito de abate humanitário atende aos interesses de diferentes grupos (pecuaristas, grupos auto-intitulados “protetores de animais”, políticos, etc.) não necessariamente integrados entre si.

Pecuaristas tem interesse no chamado abate humanitário porque ele não implica em gastos para o produtor, mas investimentos que se revertem em lucros. A carne de animais abatidos “humanitariamente” tem um valor agregado. O consumidor paga um preço diferenciado por acreditar que está consumindo um produto diferenciado. Possuir um selo de “humanidade” em sua carne significa acesso a mercados mais exigentes, como o europeu. Além disso, verificou-se cientificamente que o manejo menos truculento dos animais reflete positivamente na qualidade do produto final, portanto, mudanças nesse manejo atendem aos interesses do pecuarista pois melhoram a produção e agregam ao produto.

Os chamados protetores de animais tem interesses no abate humanitário, mas não porque este é condizente com o interesse dos animais. Em verdade esses “protetores“ não se preocupam com animais, talvez sim com cães e gatos, mas não com animais ditos “de produção”. Esses “protetores de animais” não os protegem, eles os criam, depois os matam e depois os comem. Eles podem não criá-los nem matá-los, mas certamente os comem e mesmo quando não o fazem por algum motivo, não se opõe a que outros o façam.

“Protetores de animais” lucram com o conceito de abate humanitário, pois isso lhes rende a possibilidade de fazerem parte do mercado. Há entidades de “proteção” animal que se especializaram em matar animais. Sob a pretensão de estarem ajudando aos animais, elas mantém fazendas-modelo onde pecuaristas podem aprender de que forma melhorar sua produção de carne, leite e ovos e de que forma matar animais de uma maneira mais aceitável pelo ponto de vista do consumidor comum. Podem também lucrar servindo como consultores em frigoríficos.

Simultaneamente, essas entidades fazem propaganda no sentido de convencer o consumidor de que todo o problema relacionado ao consumo de carne encontra-se na procedência da carne, na forma como os animais são mortos, e não no fato de que eles são mortos em si. A fórmula é muito bem sucedida, pois essas entidades acabam gozando de bom prestígio entre pecuaristas e consumidores comuns, não se opondo a quase ninguém. Políticos vêem na aliança com essas entidades a certeza de reeleição, e por isso elas contam também com seu apoio.

Exercendo seu poder para educar as pessoas ao “consumo responsável” de carne, essas entidades não pedem que as pessoas façam nada diferente do que já faziam. Elas não propõe uma mudança de fato em favor dos animais, pois os padrões de consumo da população mantêm-se os mesmos e os animais continuam a ser explorados. A diferença está no fato de que essas campanhas colocam a entidade em evidência. A entidade se promove, deixando a impressão de que ela faz algo de realmente importante em nome de uma boa causa. Dessa forma as pessoas realizam doações e manifestam seu apoio, ainda que sem saberem ao certo o que estão apoiando.

Com a carne abatida de forma “humanitária”, o consumidor se sente mais a vontade para continuar consumindo carne, pois o incômodo gerado pela idéia de que é errado matar animais para comer é encobrida pela idéia de que, naqueles casos, os animais não sofreram para morrer. E o pecuarista lucra mais porque pode cobrar um preço maior por seus produtos, bem como colocar seus produtos em mercados mais exigentes.

De toda forma, os interesses desses grupos não coincide com os interesses dos animais, e por esse motivo não faz sentido que esses grupos utilizem nomenclaturas tais como como 'bem-estar' e 'humanitário', que podem vir a dar essa impressão.

Entidades que promovem o abate humanitário não protegem animais, mas sim promovem sua exploração. Elas estão alinhadas com os setores produtivos, que exploram os animais e não com os animais. Se elas protegessem animais trabalhariam pelo melhor de seus interesses. Seriam eles mesmos vegetarianos e não consumidores de carne. No entanto, adotando sua postura e sua retórica, não desagradam a praticamente ninguém, e dessa maneira enriquecem e ganham influência.

Entidades que realmente promovem o bem dos animais se esforçam em ensinar às pessoas que animais jamais devem ser usados para atender às nossas vontades. Elas devem se posicionar de forma clara a mostrar que comer animais não é uma opção ética, e que não importa que métodos utilizemos de criação e abate, isso não mudará a realidade de que animais não são produtos e que o problema de sua exploração não se limita à forma como o fazemos.

Ainda que uma campanha pelo vegetarianismo provavelmente conte com menos popularidade e menor adesão da população, até porque isso demanda uma mudança verdadeira na vida das pessoas, certamente uma campanha nesse sentido atende ao interesse real dos animais.

Ainda que reconhecendo que abater animais com menos crueldade é menos ruim do que abatê-los com mais crueldade, repudiamos que o abate que envolve menor crueldade seja objeto de incentivo. Eles não deveriam ser incentivados, premiados, promovidos ou elogiados, porque um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.

Febre aftosa: crueldade no abate de animais contaminados

A cena é chocante: o atirador aponta um rifle na direção do gado que, contido pelas cercas do curral, não tem para onde fugir. A foto não revela o que ocorre depois que o primeiro tiro é disparado. Mas uma reflexão surge neste momento: O que se passa com os animais ao verem o primeiro companheiro cair? Serão eles capazes de pressentir a chegada da morte inevitável?

Enquanto a mídia brasileira enfoca exclusivamente os prejuízos econômicos deflagrados pela epidemia de febre aftosa que vitimou o gado brasileiro, Notícias da ARCA busca informações sobre os métodos de abate adotados pelos órgãos responsáveis pelo controle da doença.

O Ministério da Agricultura garante que os animais são mortos conforme os protocolos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Centro Panamericano de Aftosa (Panaftosa). O órgão assegura que:

“Os abates são feitos por policiais militares, com balas de calibre 22, no chamado ponto de mira. A idéia é que o tiro seja certeiro (por isso são designados atiradores treinados e experientes), de modo a infligir o menor sofrimento possível ao animal(..).

“Ao contrário do que é feito em matadouros que seguem as normas estabelecidas para o abate humanitário, onde os animais são colocados em baias de contenção individuais para receberem o tiro de pistola pneumática (que dessensibiliza o animal antes do processo de sangria e desossa), o gado com aftosa é colocado em grupo nos currais (também chamados de “mouqueiros”). Os animais ficam um tempo no local para se “ambientarem”, o que os deixa mais calmos para o momento do abate. Seria inviável fazer o sacrifício em bretes, pois o espaço restrito tornaria muito difícil o ato de içar o animal morto. Os cadáveres são então empurrados por tratores, para dentro de valas, cobertos com cal (esterilizante, justamente para evitar a contaminação) e enterrados”.

Para a ARCA Brasil, o fato de um determinado procedimento contar com respaldo “técnico” não o isenta de ser questionado. Se até nos matadouros, onde são observadas condições razoáveis de bem-estar para os animais, o gado entra em pânico diante do sacrifício iminente – pupilas dilatadas e respiração ofegante são alguns sintomas observados nas reses que esperam sua vez no “corredor da morte” –, o que dizer daqueles que, em currais a céu aberto, observam as quedas sucessivas de seus companheiros?

“Infelizmente, trata-se de uma operação de guerra”, analisa o veterinário e especialista em Bem-Estar Animal Matheus Paranhos, da UNESP de Jaboticabal (SP), “e os métodos utilizados podem não nos contentar, mas não chegam a ser a pior opção diante da gravidade do quadro”.

O protesto da ARCA Brasil se dá por mais esse exemplo de que, invariavelmente, valores humanitários são relegados a segundo plano em função dos interesses econômicos. Enquanto na Ásia milhões de aves já foram incineradas vivas em nome do controle da gripe aviária, em nosso país, o gado paga a conta da incompetência do governo, que não tomou as medidas necessárias para equacionar de forma eficiente as campanhas de vacinação. Fica registrada nossa indignação de que os animais sempre paguem o preço do descaso e do desleixo.mas bem deixo o meu longo comentario... para talvez trocar informaçoes ou conscientizar quem sabe as pessoas... é isso estou ai... qualquer coisa façam contato por aqui ou por e-mail... marosi02@hotmail.com



Associe-se à ARCA!





















Villa Grano apóia os trabalhos da ARCA Brasil em defesa dos animais.

A ARCA Brasil tem o apoio da GUABI

Dinheiro da propaganda

Dinheiro da propaganda no Paraná é usado para construção de escolas e hospitais, afirma Requião


Nos últimos três anos, o Governo do Paraná reduziu drasticamente os gastos propaganda e publicidade sob o comando de Roberto Requião. No período entre 2007 e 2009, essas despesas ficaram em R$ 20,3 milhões - média de R$ 6,8 milhões por ano. Uma diferença abissal se comparada aos R$ 1,7 bilhão - em valores corrigidos - gastos nos oito anos do governo Jaime Lerner (1995-2002) e aos R$ 2,2 bilhões da propaganda do governo federal em 2009. “No Paraná, o dinheiro que era gasto na compra de opiniões, complacência, omissão, conivência e outras veleidades dos grandes veículos de comunicação, serviu para construir escolas, hospitais, bibliotecas, quadras cobertas e um sem número de obras por todo o Estado. Foi a nossa posição radical que não se dobrou aos interesses dos donos da mídia que fez do Paraná um estado exuberante”, disse Requião. Despesas - R$ 20,3 milhões – dados do Siaf (Sistema Integrado de Administração Financeira) e da prestação de contas do Governo do Estado – foram gastos parcimoniosamente em serviços de utilidade pública, produção de jornais, cartazes, manuais, folders, vídeos e spots para veiculação na TV Paraná Educativa.

Os veículos de comunicação – TV’s, rádios e jornais – receberam somente campanhas de utilidade pública (aftosa, dengue, saúde e outros avisos da Copel e Sanepar), além de editais e outras publicações previstas em lei (balanço, avisos, etc).

Em números gerais, a administração direta do Governo do Paraná gastou R$ 7 milhões nos últimos três anos; Funsaude, Detran, Appa, Dioe, entre outros órgãos – R$ 1,6 milhão; e Sanepar, Copel, Cohapar e outras empresas – R$ 11,7 milhões.

“É preciso que a população entenda que a grande imprensa joga a favor de seus financiadores: os grandes empreiteiros, as grandes multinacionais, os grandes bancos. No Paraná, por exemplo, na luta contra o abuso do pedágio, a favor da agricultura, de lutas que tratam do interesse público, nós não temos um órgão de imprensa ao lado do povo”, disse Requião.

Diferenças
A relação entre as despesas do Governo do Paraná com outros estados - como São Paulo e Minas Gerais - e até com as prefeituras das capitais brasileiras, mostram diferenças surpreendentes. A popularidade dos governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) tem como sustentáculo os pesados investimentos em publicidade.

Por exemplo, o orçamento para publicidade do governo Serra em 2009 foi de R$ 313,3 milhões. Se mantiver essa média, São Paulo vai gastar no final de 2010, algo em torno de R$ 1,2 bilhão nos últimos quatro anos. No final do ano, Serra fez uma ofensiva publicitária com sete campanhas produzidas por duas agências que mantém com o governo paulista contratos que somam R$ 50 milhões por ano.

O mineiro Aécio Neves não fica atrás. O tucano gastou R$ 349 milhões em publicidade nos últimos seis anos e meio. O valor é 128,21% superior ao aprovado pela Assembleia Legislativa mineira para a área (R$ 152,9 milhões) durante o período. Esse levantamento, dados do Siaf mineiro, não leva em conta as despesas de publicidade da empresas como Copasa, Cemig, Codemig e o BDMG. Só a Cemig gasta R$ 120 milhões por ano, em publicidade.

Curitiba
O Governo do Estado gasta menos também em divulgação que a prefeitura de Curitiba. Sem valores atualizados, Curitiba gastou R$ 128 milhões entre 2005 e 2008. Em 2008, o prefeito Beto Richa (PSDB) admitiu gastos de R$ 32 milhões no setor. Como os gastos do último ano de administração devem ser a média dos últimos três anos, logo, Beto Richa gastou mais R$ 96 milhões entre 2005 e 2007. Em 2009, o orçamento para publicidade foi de R$ 25 milhões, porem não foram somados os gastos das empresas municipais como a Urbs e Curitiba S.A., entre outras. O prefeito tucano gastou R$ 50 milhões em publicidade e propaganda no ano passado.

“Com essa dinheirama que se torra com propaganda muita coisa pode ser feita para o povo. Por exemplo, com os R$ 128 milhões gastos em publicidade pela prefeitura de Curitiba, se constrói 128 escolas, 8,5 mil casas populares, 510 postos de saúde e 510 creches. É um absurdo. Precisamos acabar com a farra dos gastos de propaganda”, disse Requião.

Confira a tabela de despesas com divulgação e propaganda.

Palavra de Roberto Requião

Siga Requião no twitter

EM FOCO

Lessa: Os nacionalistas se aglutinam

O Paraná se beneficiou do jovem projeto de estadista e converteu Requião em um estadista à disposição do Brasil como um todo. Apóio sua candidatura a Presidência do Brasil. Quero findar minha vida vendo o Brasil em busca de seu verdadeiro destino histórico de nação soberana, justa e capaz de apresentar ao mundo a potencialidade do povo brasileiro como a sociedade da Civilização sem preconceitos, pacífica e amante da festa e de seus irmãos.

Para ler artigo completo do economista Carlos Lessa, publicado no blog de Luiz Carlos Azenha clique no endereço abaixo:

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/lessa-os-nacionalistas-se-aglutinam/

>> Assista aqui ao depoimento de Carlos Lessa sobre a pré-candidatura de Requião

Jogo do Poder - CNT


Requião no Programa Jogo do Poder, da CNT Nacional. - 06/Jan/2010
Bloco 1 - Bloco 2 - Bloco 3 - Bloco 4

Falando Francamente

Notícias do Paraná (II)

Transparência, políticas públicas e prioridades sociais. Acesse o Jornal de Prestação de contas do Governo do Paraná:

Discurso de Requião em SP

Palavra de Iris Rezende

palavra de Michel Temer

Notícias do Paraná (I)


Para consultar todas as edições do Jornal Notícias do Paraná, veículo de prestação de contas do Governo Estadual, clique no link abaixo:

http://www.aenoticias.pr.gov.br/noticias

Boletim PMDB Nacional

O escândalo do Banestado

Envolveu remessas ilegais de divisas, pelo sistema financeiro público brasileiro, para o exterior, na segunda metade da década de 1990. Ocorreu uma investigação federal e a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito em 2003.

Pelo esquema do Banestado, foram enviados um total de US$ 19 bilhões ilegalmente para os Estados Unidos da América. As autoridades estadunidenses conseguiram posteriormente recuperar US$ 17 milhões, que foram devolvidos ao Brasil.

Em 1996, um dos gerentes de câmbio da instituição, foi acusado de desviar US$ 228,3 mil de uma conta da agência do banco de Nova York. Em sua defesa por escrito, não apenas admitiu o desvio como revelou detalhes do esquema de captação e remessa ilegais de dinheiro para o exterior, relacionando 107 contas naquela agência em Nova York.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que tomou o depoimento do gerente a à época, manteve o inquérito em sua gaveta por quatro anos e meio.

A Polícia Federal investiga se Naji Nahas, preso na Operação Satiagraha, voltou a usar o modus operandi de remessa de dólares para o exterior que ele já havia utilizado em um caso apurado no escândalo do Banestado, informa nesta quarta-feira reportagem de Fernanda Odilla, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

No dia 9 de outubro de 2002, Nahas mandou US$ 750 mil por meio da "offshore" uruguaia Kiesser Investment para os Estados Unidos. O caminho do dinheiro foi o mesmo usado pela francesa Alstom --de pagar propina a políticos tucanos de São Paulo-- em duas transações.

O procurador Celso Três, um dos responsáveis pelo início das investigações do Banestado, afirma que presos na Satiagraha, como Naji Nahas, apareceram nas contas analisadas pela força-tarefa formada pela PF e Ministério Público. Procurado ontem pela Folha, o advogado de Nahas, Sérgio Rosenthal, não ligou de volta.

Investigações do escândalo Banestado, que geraram uma CPI em 2003 para apurar remessas ao exterior entre 1996 e 2002, indicam que, para chegar ao Uruguai, as remessas eram feitas por intermédio de contas usadas por não-residentes no país, em nome de laranjas.

A segunda fase da Operação Satiagraha, que investiga também o banqueiro Daniel Dantas, tem como foco identificar remessas de doleiros que alimentaram o fundo Opportunity, nas ilhas Cayman, e analisar as operações feitas por todos os alvos da Satiagraha.

A origem do escândalo Banestado é curiosa. Em 1996, um gerente de câmbio do banco, Eraldo Ferreira, foi acusado de desviar 228,3 mil dólares de uma conta da agência de Nova York. Na sua defesa por escrito, em poder da coluna, Ferreira não só admitiu o desvio como jogou lama no ventilador, revelando o esquema de captação e remessa ilegais de dinheiro ao exterior. Foi ele quem relacionou as 107 contas em Nova York.

ntegrantes da ex-Força-Tarefa CC5 lamentam prescrições, mas destacam os ótimos resultados dos trabalhos. Procuradores da República que integraram a Força-Tarefa CC5 (FT-CC5) do Ministério Público Federal (MPF) lamentam a prescrição e o decorrente arquivamento em algumas investigações do Caso Banestado, relacionadas às contas CC5 e à movimentações no exterior – fato noticiado por alguns veículos de comunicação. Por outro lado, destacam os grandes resultados alcançados através de um trabalho articulado em que foram selecionadas prioridades adequadas, entre o MPF, a Polícia e a Justiça Federal, a partir de 2003.

Durante todo o período em que a FT-CC5 existiu no MPF (entre maio de 2003 e setembro de 2007), foram feitas 95 denúncias em casos de alta complexidade. Foram denunciadas 684 pessoas, das quais 97 já foram condenadas.

O valor de movimentações financeiras das contas que foram objeto de processos criminais chegou a mais de 28 bilhões de dólares – sendo que a evasão através de contas CC5 (contas de não-residentes no Banestado, Banco do Brasil, Banco Araucária, BEMGE e Banco Real) correspondeu a 24 bilhões de dólares (o trabalho foi além da investigação de contas CC5, já que alcançou crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de ativos praticados no exterior).

Além disso, o MPF conseguiu que fossem bloqueados 380 milhões de reais em contas no Brasil e outros 34,7 milhões de reais, no exterior. Para isso, foram investigadas mais de 1.170 contas fora do país – o que resultou em uma base de dados de 1,9 milhão de registros de movimentações financeiras no exterior.

A Receita Federal estima que, com a declaração espontânea de ativos no exterior, depois de iniciadas as medidas judiciais perante a Vara Especializada em Curitiba, houve um aumento de cerca de 16 bilhões de reais na arrecadação.

“Para se ter idéia do vulto e êxito do trabalho, em raras operações da história do país se atingiram cifras parecidas”, afirmam os procuradores que atuaram no caso. Sob o ponto de vista investigativo, cabe destacar que o número de pedidos de cooperação jurídica internacional que partem até hoje do Paraná, em decorrência desse trabalho, é maior do que a soma de todos os pedidos de todos os Ministérios Públicos em todo o país.

Força-Tarefa – Em maio de 2003, quando havia em andamento cerca de dois mil inquéritos relativos a irregularidades em contas mantidas, sobretudo, em Foz do Iguaçu, criou-se a Força-Tarefa CC-5 (inicialmente denominada de Força-Tarefa Banestado). O objetivo era apurar os crimes de evasão de divisas através das contas CC-5 (de não residentes). Na ocasião, oito procuradores da República, além de 20 funcionários da Procuradoria da República no Paraná, dois delegados de Polícia Federal e mais dez agentes e peritos da Polícia Federal instalaram-se na sede do MPF, em Curitiba. A força-tarefa foi solicitada pelo MPF no Paraná ao então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro.

RESULTADOS DA FORÇA-TAREFA CC-5
Denúncias em casos de alta complexidade - 95
Denunciados - 684
Condenados – 97
Pedidos de Cooperação Jurídica Internacional, de 2004 a 2007 – 206
Contas investigadas no exterior – mais de 1.170
Valor movimentado ilegalmente – US$ 28,1 bilhões
Valor bloqueado no Brasil – R$ 380 milhões
Valor bloqueado no exterior – R$ 34,7 milhões
Créditos tributários constituídos (tributos cobrados pela Receita Federal) - R$ 4,8 bilhões
Incremento de arrecadação (tributos recolhidos espontaneamente) – R$ 16 bilhões

CRONOLOGIA

2003
Agosto: a FT-CC5 fez as primeiras denúncias. Em nove ações penais, 164 pessoas - entre elas o ex-governador do Paraná, Jayme Canet Junior, o ex-secretário estadual de Comunicação Social e ex-presidente da Assembléia Legislativa Luiz Alberto Dalcanale, e o ex-presidente do Banestado Domingos de Tarço Murta Ramalho – foram acusadas de falsidade ideológica, gestão fraudulenta e evasão de divisas.

Setembro: outras 55 pessoas - entre proprietários, gerentes e laranjas da Golden Câmbios Sociedade Anônima e dos bancos Araucária e Integración – foram denunciadas por formação de quadrilha, gestão fraudulenta, prestar informações falsas ao Banco Central e evasão de divisas.

2004
Abril: 49 pessoas são denunciadas por movimentações financeiras fraudulentas em contas correntes de “laranjas”, ocorridas em 1996. Foram denunciados gerentes de cinco bancos (Banestado, Banco do Brasil, Bamerindus, Bando Meridional e Banespa), gerentes de duas transportadoras (TGV Transporte de Valores e Prosegur Brasil Transportadora de Valores e Segurança), doleiros, aliciadores de “laranjas” e “laranjas”.

Julho: são denunciados seis diretores e gerentes do banco paraguaio Amambay, três agentes da Transportadora de Valores TGV e um agente da Prossegur Brasil – Transportadora de Valores, por crimes de evasão de divisas e formação de quadrilha.

Agosto: é realizada a Operação Farol da Colina, considerada a maior operação de combate à lavagem de dinheiro feita até então no país. Na ocasião, foram presas 64 pessoas, em sete estados brasileiros – inclusive o doleiro Antonio Oliveira Claramunt (o Toninho da Barcelona).

Setembro: o MPF, em duas ocasiões, denunciou outras 72 pessoas, entre doleiros e empresários, por crimes contra o sistema financeiro. Foram denunciados o doleiro Toninho da Barcelona e os ex-presidentes do Banestado Domingos de Tarço Murta Ramalho e Manoel Campinha Garcia Cid, além do ex-presidente do Conselho do Banco do Estado do Paraná e secretário de Estado de Fazenda do Estado, Giovani Gionédis, e o ex-secretário de Estado da Fazenda, Miguel Salomão.

Dezembro: o MPF propôs, conjuntamente com as autoridades americanas, o seqüestro cautelar de US$ 8,2 milhões, mantidos em 29 contas controladas por doleiros brasileros, no Merchants Bank em Nova Iorque, sendo na mesma oportunidade decretadas inúmeras prisões e buscas e apreensões, na Operação Zero Absoluto. No mesmo mês, o economista e empresário paulistano Hélio Renato Laniado foi acusado de crimes de gestão fraudulenta, operação de instituição financeira sem a autorização das autoridades competentes e realização de operação de câmbio não autorizada, através de conta mantida junto ao Banestado de Nova Iorque.

2005
Março a dezembro: no decorrer do ano de 2005, o MPF ofereceu 29 denúncias relativas à Operação Zero Absoluto, contra 106 acusados, por crimes contra o sistema financeiro nacional, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Entre eles, novamente o empresário Hélio Renato Laniado e Antônio Pires de Almeida.

Maio: são realizadas buscas e apreensões no escritório regional do deputado federal José Mohamed Janene, no escritório de seus assessores e em sua casa. Os mandados de busca e apreensão faziam parte da investigação sobre a esposa de Janene, Stael Fernanda Rodrigues Lima, e seus assessores Meheidin Hussein Jenani (primo de Janene) e Rosa Alice Valente (esposa de Jenani). Além da casa do deputado – que está no nome de Stael Fernanda –, foram feitas buscas em vários outros endereços relacionados aos investigados e a empresas que fizeram transações com eles, inclusive em São Paulo. As investigações são decorrência de um inquérito policial instaurado a pedido do MPF por conta de evidências, reveladas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de práticas de lavagem de dinheiro por Jenani. As apurações levaram aos nomes de Stael e Rosa Alice.

Agosto: MPF denunciou 16 pessoas do grupo Sundown de bicicletas e motocicletas acusadas de evasão de divisas e formação de quadrilha. Entre os denunciados estão os proprietários do grupo, Isidoro Rozenblum e Rolando Rozenblum.

Novembro: o advogado Roberto Bertholdo foi denunciado em quatro processos diferentes, pela prática de crimes de tráfico de influência, constrangimento ilegal, crime contra o sistema financeiro nacional, interceptação telefônica clandestina e lavagem de dinheiro.

2006
Janeiro: Em decorrência da Operação Hawala, deflagrada ainda em 2005, sete pessoas foram acusadas de evasão de divisas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Março: o MPF denunciou dirigentes do Banco Rural em Minas Gerais, pela manutenção de conta no exterior sem a correspondente declaração e operação de câmbio não autorizada, além de lavagem de dinheiro, pela movimentação feita em conta no Banestado de Nova Iorque, mantida em nome da offshore Trade Link, na qual transitaram inclusive valores do caso “mensalão”.

Maio: os doleiros curitibanos Gehard Fuchs e Ernesto de Veer são acusados de crimes de gestão fraudulenta, operação de instituição financeira sem a autorização das autoridades competentes e realização de operação de câmbio não autorizada, através de contas mantidas junto ao Banestado e ao MTB Bank, ambos de Nova Iorque.

Junho: realiza-se a Operação Pôr do Sol, com foco em empresários e empregados do grupo Sundown, a qual colheu provas de centenas de crimes, dentre eles descaminho, sonegação fiscal e corrupção de agentes públicos, cumprindo-se dezenas de mandados de busca e apreensão e prisão. Em seguida, são denunciadas 15 pessoas ligadas ao grupo acusadas de 78 crimes, dentre os quais falsidades, descaminhos e operações de câmbio irregulares (no mercado informal).

Julho: é desencadeada a Operação Zapata, que resultou na prisão e acusação do traficante internacional Lúcio Rueda Bustos, o Mexicano, além de policiais civis do estado do Paraná, aos quais Lúcio teria pago aproximadamente um milhão de reais, para que não revelassem às autoridades públicas federais a sua verdadeira identidade e o seu passado criminoso.

Agosto: é oferecida acusação criminal contra cinco pessoas ligadas ao grupo Sundown e dois auditores fiscais pela prática de crimes de corrupção, formação de quadrilha e evasão de divisas.

2007
Março: o empresário Alfons Gardeman foi acusado de evasão de divisas, por meio de utilização de contas de “laranjas” e CC-5.

Junho: o MPF ofereceu denúncia contra dez pessoas, entre elas ex-gerentes do Banestado, pela abertura e movimentação de contas correntes de “laranjas”, para a remessa ilegal de valores ao exterior, todas controladas pelo doleiro Alberto Youssef.

18 de setembro: a Força-Tarefa foi definitivamente extinta, sendo os processos, inquéritos e investigações resultantes dos trabalhos desenvolvidos desde 2003 redistribuídos entre os Procuradores da República com atuação perante a 2ª e 3ª Varas Federais Criminais de Curitiba.

Novembro: como fruto do trabalho da FT é feita cerimônia em Nova Iorque em que o promotor do Distrito entregou valores bloqueados no exterior ao Brasil, promovendo sua repatriação.
Na lista das pessoas cujo relatório pede o indiciamento estão o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco.

Em funcionamento há quase dois anos, a comissão investigou o envio de remessa ilegal de cerca de R$ 30 bilhões para o exterior, por meio das chamadas contas CC-5.

Segundo o relator, esse valor inicial da investigação estava muito abaixo do que realmente foi desviado. De acordo com José Mentor, houve desvio de cerca de R$ 90 a R$ 150 bilhões.

Parte das supostas evasões, conforme apurou a comissão, foi feita pelo Banco Araucária, no Paraná. A evasão teria ocorrido entre 1996 e 2002, e deve envolver entre 100 e 200 pessoas, segundo depoimentos obtidos pela CPI.

O número de indiciamentos pedidos pelo relator foi considerado pequeno pelos integrantes da CPI. Ao todo a comissão analisou 1,6 milhão de operações financeiras e investigou de 500 a 600 mil pessoas físicas e jurídicas.

Na mais extensa operação de quebra de sigilos da história do Congresso, Mentor requisitou a quebra de mais de 1.700 sigilos bancários. O relatório sugere que sete casos continuem sendo investigados e que 15 sejam encaminhados aos órgãos competentes.

A CPI foi colocada em suspeição a partir do meio do ano, quando começaram a vazar pela imprensa dados sigilosos referentes a documentos em poder da CPI. Devido à atuação da comissão o governo foi acusado pela oposição de "blindar" o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, por meio de uma medida provisória que lhe deu foro privilegiado.

Meirelles foi investigado pela CPI do Banestado por evasão de divisas e sonegação fiscal. O último alvo de vazamento de informações da CPI foi o vice-líder do governo no Senado, Ney Suassuna (PMDB-PB), que também é investigado por evasão de divisas e sonegação.

Os integrantes da CPI receberam nesta terça-feira o relatório final de Mentor, com mais de 600 páginas para análise. Até a próxima terça-feira, os parlamentares terão o prazo para propor alterações ao documento, que serão ou não acatadas pelo relator e podem ser votadas diretamente no Plenário da comissão.

O presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), admitiu que foram cometidos equívocos durante a condução dos trabalhos, mas apontou pontos positivos do trabalho realizado pelos parlamentares.

"Só em relação às contas CC-5, exclusivamente no ano de 1998, foram recuperados mais de R$ 5 bilhões em autuações. Além disso, possibilitamos a não-prescrição e não-decadência dos anos de 1999, 2000, 2001 e 2002", disse Paes de Barros.

O Banco Central aprovou algumas mudanças em subsidiárias do Banco Itaú. Em processo publicado no Diário Oficial da União, foi finalmente extinto o banco estatal do Paraná - o Banco Banestado S.A. -, adquirido pelo Itaú em 2000.

Direitos e obrigações da antiga instituição estatal serão, agora, divididos entre duas subsidiárias do Itaú: o Banco Itaucard e a Itauleasing.















O relatório final da CPI do Banestado pede 91 indiciamentos de pessoas acusadas de envolvimento em esquema de envio de remessas ilegais para o exterior. O documento foi apresentado oficialmente hoje pelo relator da CPI, deputado José Mentor (PT-SP), e deverá ser votado na próxima terça-feira (21).